sábado, 7 de junho de 2008

6 de Junho de 1944 - O dia D


O dia 6 de Junho de 1944 entrou para a história como o Dia D. Neste dia, os Aliados iniciaram a ofensiva contra as tropas nazistas no Canal da Mancha. A operação conhecida pelo nome de código – Operação Overlord, foi a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses anteriores ao desembarque, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadianos concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.
A 6 de Junho de 1944, foi anunciado pela rádio o começo da Operação Overlord, depois de ter sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha. Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças dos Aliados tinham bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Graças à supremacia aérea dos Aliados, foi possível romper a Muralha do Atlântico de Hitler e estabelecer as primeiras testas- de- pontes.
As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque. No final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam desembarcado com sucesso.
O Dia D, comandado pelo general norte-americano Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal no regime nazi. (in A Fábrica)

domingo, 1 de junho de 2008

Lavar a roupa sem detergentes



O meio ambiente e o desenvolvimento sustentável são temas que conquistaram uma importante posição nos países membro da união europeia, preocupados em atingir as metas para preservar a natureza e consciencializar o mundo da evidente necessidade da protecção do meio ambiente.
Na actual situação do planeta o uso dos detergentes de lavagem de roupa proporcionam condições menos favoráveis à saúde e ao meio ambiente, o que faz com que seja necessário preservar o ar, a água e as florestas que nos rodeiam.
Na TSF, há duas semanas estavam a entrevistar o responsável pela introdução em Portugal da OKO-Ball. Segundo ele:
- elimina a quantidade de detergentes lançada na natureza.
- Reduz o consumo de água no processo de lavagem
- Reduz o consumo de energia da máquina de lavar
- Protege a saúde da pele contra resíduos químicos nas roupas
- Elimina o bolor e os organismos patogénicos da máquina de lavar.
- Poupa 80% dos gastos com a lavagem das roupas

É um produto amigo do ambiente, consiste numa esfera de plástico, não tóxica, formada por vários produtos que permitem substituir o detergente. Uma bola de Okoball pode ser usada inúmeras vezes.
Al Gore (autor do documentário "Uma Verdade Inconveniente") considera o OkoBall "uma fantástica invenção".
Fiquei curioso.
Vou experimentar.

Reservas de corais ameaçadas por protectores solares


Os cientistas descobriram que os resíduos de protector solar que ficam na água do mar são extremamente danosos para os corais. De acordo com o estudo publicado no Environmental Health Perspectives, os componentes químicos das loções que bloqueiam os raios ultravioleta solares provocam uma infecção viral que causa o branqueamento dos corais, provocando a sua morte. "Nós comparámos diferentes marcas, factores de protecção e níveis de concentração e todos os produtos causaram o branqueamento dos corais duros", escreveu o líder da investigação, Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica de Marche, em Itália.
O estudo - realizado no México, Indonésia, Tailândia e Egipto - mostrou que os danos ocorrem mesmo com pequenas quantidades do produto. Ainda segundo os investigadores, 78 milhões de turistas visitam anualmente regiões onde há reservas de corais, concentrando-se na sua maioria - 90 por cento - em dez por cento das áreas de corais. Os especialistas referem que um mergulho de 20 minutos já é suficiente para deixar 25 por cento dos componentes químicos dos protectores solares na água.
"Com estas estimativas, nós acreditamos que até dez por cento das reservas de corais do mundo estão ameaçadas pelo branqueamento causado pelos protectores solares", referem os investigadores, que pedem leis ambientais que limitem o contacto humano com corais em áreas onde outras ameaças ambientais, como uma crescente temperatura do mar, estejam presentes. (http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=40542&Itemid=234)

Esponja reduz emissão de poluentes de carros


Está a ser desenvolvida em Tóquio uma solução para eliminar os hidrocarbonatos que os conversores catalíticos dos automóveis não conseguem eliminar nos primeiros minutos que sucedem o arranque dos motores. A solução consiste num cristal, com uma estrutura, à escala atómica, idêntica a uma esponja densa ou a um queijo suíço, que capta grande parte da emissão de poluentes para a atmosfera, nos primeiros minutos do arranque dos motores automóveis. Os actuais veículos estão equipados com conversores catalíticos que transformam os hidrocarbonetos em dióxido de carbono. O problema é que os conversores demoram algum tempo até aquecer aos 170-200ºC, altura em que se tornam operacionais. É esta situação que leva a que sejam libertados hidrocarbonetos que vão interagir com outros poluentes da atmosfera e formar o ozono e nevoeiros, que são prejudiciais à saúde. Os investigadores da Universidade de Tóquio trabalharam sobre este problema, desenvolvendo um material a partir de silicone, oxigénio e alumínio - um cristal SSZ-33 - que transforma estruturas com poros e canais capazes de reter grandes quantidades de gases.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cada família gasta 300 mil litros de água em vão

Segundo dados da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO), só no uso descuidado das torneiras cada família de três pessoas desperdiça 98 mil litros por ano, o que, contas feitas pelo Destak, representa 68,60 euros.
A este valor juntam-se os 150 mil litros usados em vão em duches ou banhos longos, que se traduzem em 105 euros anuais, e ainda os 48 mil litros desperdiçados em autoclismos de grande capacidade (10 litros), que acrescentam 33,60 euros na factura anual.
No fundo, cada família que não adopta gestos económicos - ou que não recorre a dispositivos que permitem reduzir o fluxo de água - perde todos os anos 207 euros. (Destak)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Grande parte da electricidade consumida em Portugal pode vir da terra, dentro de 20 anos

Dentro de duas décadas, Portugal poderá produzir energia geotérmica suficiente para fornecer electricidade a grande parte do país, através de uma forma inovadora de aproveitar o calor da terra.
O projecto, hoje apresentado, é pioneiro em Portugal e baseia-se em sistemas geotérmicos estimulados, que permitem produzir energia eléctrica de forma renovável, limpa para o ambiente e praticamente inesgotável.
"Estamos a falar de 500 MW em dez anos, algo mais rápido e mais barato do que uma central nuclear", afirmou João Gabriel Silva, aos jornalistas.
O antigo dirigente da Quercus e actual presidente dos conselhos científico e directivo da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (FCTUC) sublinha que "Portugal tem um potencial de produção de energia geotérmica enorme, capaz de garantir todas as necessidades energéticas do país".
O projecto envolve a FCTUC e a empresa Geovita, do grupo Patris Capital, que prevê investir meio milhão de euros só nos primeiros três anos - a fase de prospecção e pesquisa de uma área delimitada, situada na região Centro.
"Acreditamos que num horizonte de três a cinco anos, estejamos já a produzir energia eléctrica através do calor da terra", referiu Gonçalo Pereira Coutinho, presidente do conselho de administração da Patris Capital.
Se tudo correr como previsto, disse à Lusa João Gabriel Silva, "dentro de 20 anos, a maior parte da energia eléctrica do país será produzida através da energia geotérmica".
As unidades de produção geotérmica estimulada podem ser instaladas, "sem impacto ambiental, em praticamente todo o lado, e com baixos custos de investimento", acrescentou.
A diferença entre a produção tradicional de energia geotérmica e a estimulada reside no facto de, nesta, a água ser injectada a partir da superfície.
Ao ser injectada para um furo, que pode atingir cinco a seis quilómetros de profundidade, a água abre fracturas na rocha e espalha-se por zonas a 200 ou mais graus de temperatura. Evapora-se e sobe então à superfície, através de um segundo furo, alimentando assim o funcionamento de um gerador.
O projecto já mereceu parecer técnico favorável da Direcção Geral de Energia e Geologia, aguardando apenas autorização para o exclusivo de prospecção e pesquisa de uma área de 500 Km2, situada entre Oliveira do Hospital e Nelas. (Lusa)

domingo, 25 de maio de 2008

Ambiente

Boas noticias para o ambiente.
Os bilhetes de avião em papel deixarão de existir a partir de 1 de Junho, data em que as companhias-membro da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), como a portuguesa TAP, passarão apenas a utilizar bilhetes electrónicos.
A IATA, que representa 240 companhias aéreas de todo o mundo, responsáveis por 94 por cento do tráfego aéreo internacional, afirma que esta medida permitirá uma poupança para o sector na ordem dos 2.200 milhões de euros anuais, ao mesmo tempo que evitará o abate de 50 mil árvores.

Sem suporte em papel, os bilhetes electrónicos consistem num documento armazenado em computador, que permite que os passageiros usem um único bilhete para itinerários que incluam viagens em duas ou mais companhias aéreas diferente.

Os passageiros poderão adquirir os bilhetes electrónicos na Internet ou numa agência de viagens, recebendo um recibo da reserva, que será enviado por email, correio ou fax.

No dia da viagem, os passageiros têm apenas de entregar o recibo da reserva no balcão do check-in para que o sistema da companhia aérea aceda ao registo do bilhete electrónico e o cartão de embarque seja emitido.

Além de serem mais seguros, uma vez que é eliminada a possibilidade de perda, de representarem menos custos para as empresas e menores impactos no meio ambiente, os bilhetes electrónicos facilitam ainda as trocas, uma vez que deixa de ser necessária a devolução do bilhete original para a nova emissão.

A tecnologia utilizada no bilhete electrónico vem permitir a prestação de outros serviços, como a compra de bilhetes e a realização do check-in pela Internet, podendo o passageiro chegar ao aeroporto e seguir directamente para a porta de embarque.

À TAP, que foi a primeira companhia aérea europeia a iniciar experiências com bilhetes electrónicos, em 1997, faltavam na sexta-feira apenas colocar "duas escalas" em suporte electrónico para que a meta da IATA fosse cumprida, segundo disse à agência Lusa fonte oficial da transportadora.

Desde 2004 que a IATA vem fazendo junto das companhias-membro uma campanha a favor da introdução dos bilhetes electrónicos, mas foi em Agosto último que o presidente da associação, Giovanni Bisignani, marcou para 31 de Maio a "última chamada" para os bilhetes de avião em papel.

No final de Fevereiro, 94 por cento das companhias da IATA já tinham eliminado os bilhetes em papel.

(Lusa)